Esta página exibe os dados de um Projeto de Extensão.
Índice:
Número de Registro: 15/2026
Título: Recuperação e Restauração de área de preservação permanente em área urbana
Programa de Extensão: (indefinido)
Resumo da Proposta: A proposta deste projeto inicia- se pelo contato realizado pelo Sr Danilo Paiva Lima representante da empresa M2D Empreendimentos Imobiliários SPE LTDA, ao qual visa realizar projeto de restauração florestal de área de preservação permanente no entroncamento da Rua Barão da Boa Esperança com José Garcia Filho no município de Três Pontas - MG, a metodologia a ser aplica será a formação de uma comunidade florestal, nesse sistema todas as espécies florestais são introduzidas, na sequência cronológica de: espécies pioneiras, espécies secundárias iniciais (oportunistas), espécies secundárias tardias (tolerantes) e/ou clímaces, podendo ser usado para isso sementes (semeadura direta) ou mudas. Espera-se a recuperação da área em médio prazo proporcionando a regeneração ecológica e contribuição para o índice de área verde do município e introdução de espécies nativas na área de recomposição florestal e recuperação da nascente presente na área. Tal iniciativa possibilitará a aplicação prática dos conhecimentos e métodos de recuperação de áreas florestais em ambiente urbano possibilitando a pesquisa neste processo beneficiando de forma direta a comunidade do entorno pelos benefícios ambientais ligados à área verde em meio urbano.
Área Temática: Comunicação
Instituições Parceiras: Programa de Embaixadores de Saúde Planetária (PESP 2025) da Rede Saúde Planetária Brasil (IEA-USP), Sítio Sombra do Jatobá.
Número Estimado de Participantes: 30
Locais de Realização: Microbacia do Córrego do Quati, com foco no Sítio Sombra do Jatobá, em Três Pontas, Minas Gerais.
Data de Início: 17/12/2025
Data de Término: 16/12/2026
Justificativa: O local onde se localiza a área proposta para restauração encontra – se na área de preservação permanente córrego do Quatis em condições que necessitam de intervenção mínima na área para recuperação de sua mata ciliar em seu entorno. Atualmente a área se encontra em parte somente ocupada por mato e com poucas espécies arbóreas necessitando de uma intervenção para sua recuperação. A área se localiza no entroncamento da Rua Barão da Boa Esperança com José Garcia Filho no município de Três Pontas - MG, e tal ação contribuirá fortemente para aumento da área verde contribuindo para qualidade de vida principalmente da comunidade do entorno da área.
Caracterização dos Beneficiários: Moradores dos bairros localizados no entorno da área de preservação permanente córrego dos Quatis no da Rua Barão da Boa Esperança com José Garcia Filho no município de Três Pontas - MG, compostos pelos bairros Olavo Lima, Azarias Campos, Jardim das Esmeraldas e Vista Alegre em Três Pontas.
Objetivos:
Objetivo Geral – Realizar a restauração florestal na área de preservação permanente córrego dos quatis loca-lizada no entroncamento da Rua Barão da Boa Esperança com José Garcia Filho no municí-pio de Três Pontas - MG, Com equipe multidisciplinar qualificada. Objetivos Específicos - Recuperar todo o entorno da área de preservação permanente córrego dos quatis no trecho entroncamento da Rua Barão da Boa Esperança com José Garcia Filho. - Realizar a restauração florestal da área com diversidade de espécies nativas na área de recuperação. - Preparar a área para ações de educação ambiental.
Metas:
- Realização de Visita Técnica na área de restauração da área de preservação permanente córrego dos quatis para coleta de dados sobre fertilidade do solo vegetação presente, condições do entorno, insumos disponíveis dados de georeferenciamento do local etc. - Desenvolver projeto de reflorestamento após levantamento dos dados referentes ao local pela equipe técnica. - Capacitar equipe para atuação na área do projeto. - Mobilizar a participação de membros da comunidade do entorno da área de preservação permanente e da entidade apoiadora do projeto quatis. - Inserir o maior número de espécies nativas possíveis na área. - Implementar trilha com plaqueamento das espécies arbóreas plantadas na área.
Fundamentação Teórica: A elaboração do Projeto Córrego dos Quatis fundamenta-se no diagnóstico ambiental obtido por meio de visitas técnicas e análises físicas e espaciais da área de preservação permanente, essenciais para o planejamento de ações de restauração ecológica. O projeto segue as diretrizes do Manual de Arborização da Cemig, que reconhece a complexidade do ambiente urbano e suas interferências sobre os recursos naturais. A restauração florestal adota princípios sucessionais recomendados pelo LERF/ESALQ, com implantação inicial de espécies de adubação verde e recobrimento, favorecendo o controle de gramíneas invasoras e a melhoria das condições edáficas. Posteriormente, realiza-se o enriquecimento com espécies do grupo da diversidade, garantindo a perpetuação ecológica da área restaurada. A distribuição equilibrada das espécies busca evitar o isolamento reprodutivo e promover maior estabilidade do ecossistema. A capacitação técnica e o uso de metodologias participativas fortalecem o envolvimento social no projeto. A implantação de trilhas interpretativas, baseada no Inventário Florestal de Minas Gerais, consolida a educação ambiental como ferramenta de conservação.
Metodologia:
Para a elaboração do projeto Córrego dos Quatis, uma visita técnica na área de preservação permanente coletará dados fundamentais, incluindo análise de solo, condições ambientais vizinhas, levantamento topográfico e geoferrenciamento via SIG. O projeto seguirá as diretrizes do manual de arborização da Cemig, considerando a interação entre a ocupação humana e os elementos naturais, como edificações e rede de energia, que impactam condições climáticas e recursos naturais. A arborização deve levar em conta adversidades urbanas na seleção de espécies, conforme recomendação do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da ESALQ (LERF). Inicialmente, será realizada a etapa de implantação de espécies de adubação verde. A estratégia envolve o plantio escalonado de mudas, começando pelo recobrimento e seguindo com a diversidade em momento posterior, após a estruturação da área. No grupo de diversidade, incluem-se espécies não arbóreas essenciais para a perpetuação do plantio. É crucial equilibrar a quantidade de mudas entre espécies, evitando o plantio excessivo de poucas. As mudas devem ser misturadas, evitando o plantio lateral ou isolado, promovendo uma integração eficaz entre espécies. O plantio de adubo verde, realizado entre as mudas de recobrimento por semeadura direta, ajudará a controlar gramíneas invasoras, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento das espécies de recobrimento no início do projeto, reduzindo custos de manutenção [2]. Capacitações a serem realizadas com a equipe técnica do projeto incluirão metodologias participativas, como oficinas e debates, para fortalecer a interação com os beneficiários [3]. Para a implementação da trilha interpretativa, será utilizado o inventário florestal de Minas Gerais, que abrange 2.401 espécies com informações taxonômicas e de conservação [4]. A trilha é uma ferramenta essencial de educação ambiental que incentiva a preservação local, sendo planejada para promover o contato entre o homem e a natureza e facilitar programas de conservação e Educação Ambiental através de atividades interpretativas [5]. **Referências** [1]. Companhia Energética de Minas Gerais. Manual de arborização. Belo Horizonte: Cemig / Fundação Biodiversitas, 2011. [2]. Manual de Restauração Ecológica, 2015. [3]. Manual de Metodologias Participativas Para o Desenvolvimento Comunitário. [4]. Inventário Florestal de Minas Gerais: Espécies Arbóreas da Flora Nativa. Lavras: Editora UFLA, 2008. [5]. Revista Brasileira de Biociências, v. 5, supl. 1, p. 639-641, jul. 2007.
Impactos na Formação Discente: A participação dos discentes no Projeto Córrego dos Quatis promove uma formação acadêmica integrada à prática profissional, ao possibilitar o contato direto com atividades de diagnóstico ambiental, restauração florestal e educação ambiental em área urbana e atividades práticas de campo. Os estudantes terão a oportunidade de desenvolver competências técnicas relacionadas à análise de solo, georreferenciamento, inventário florestal, escolha de espécies nativas e aplicação de metodologias de restauração ecológica, conforme descrito no projeto . Além disso, o envolvimento em visitas técnicas, dias de campo e implantação de trilhas interpretativas contribui para o aprimoramento da capacidade de planejamento, execução e avaliação de projetos ambientais. O uso de metodologias participativas fortalece habilidades socioeducativas, como comunicação, trabalho em equipe e interação com a comunidade local. O projeto também estimula a produção científica e extensionista, ampliando a visão crítica dos discentes sobre conservação ambiental em meio urbano e a contribuição com politicas públicas relacionadas ao meio ambiente. Dessa forma, o projeto tem a possibilidade de impactar positivamente a formação técnica, científica, social e cidadã dos estudantes envolvidos no projeto.
Relação Ensino, Pesquisa e Extensão: O projeto estabelece uma relação indissociável entre ensino, pesquisa e extensão ao integrar a formação acadêmica dos discentes com a aplicação prática do conhecimento científico e a interação direta com a comunidade. No âmbito do ensino, o projeto possibilita a aplicação dos conteúdos teóricos relacionados à ecologia, restauração florestal, geoprocessamento, educação ambiental, estatística, hidrologia, e planejamento ambiental urbano, fortalecendo a aprendizagem por meio da vivência em campo. A pesquisa é contemplada a partir do levantamento de dados ambientais, monitoramento da área restaurada, inventário das espécies introduzidas e avaliação dos resultados ecológicos, gerando informações que podem subsidiar publicações científicas como artigos e resumos para congressos e aprimorar técnicas de restauração. Já na extensão se concretiza pela atuação junto à comunidade do entorno e apoiadores locais, por meio de metodologias participativas, capacitações, educação ambiental, visitas a área e a possibilidade de implantação de trilha interpretativa, promovendo a troca de saberes entre universidade, entidades públicas e sociedade. Dessa forma, o projeto articula ensino, pesquisa e extensão de maneira integrada, contribuindo simultaneamente para a formação acadêmica dos discentes, a produção de conhecimento científico e o desenvolvimento socioambiental local e a geração de dados para embasar a formulação de politicas públicas para meio ambiente.
Relação com a Sociedade e Impacto Social: O projeto terá impacto socioambiental positivo e subsidiará políticas públicas.
Resultados Esperados: Baseado nos objetivos e metas citados espera-se através das visitas técnicas possam levantar dados para subsidiar o desenvolvimento do projeto de restauração florestal do entorno da área de preservação permanente córrego dos Quatis no da Rua Barão da Boa Esperança com José Garcia Filho no município de Três Pontas - MG, para formação de um comunidade arbórea, com a introdução do maior número de espécies arbóreas possíveis, as capacitações realizadas contribuirão para formação técnica da equipe para uma melhor execução do projeto, a aplicação das metodologias participativas contribuirá com uma melhor interação entre a equipe e os beneficiários do projeto, a implementação de trilha com plaqueamento possibilitará em médio prazo a realização de atividades de educação ambiental na área recuperada. O sucesso das atividades proposta resultará em mais uma área verde para cidade e seus benefícios ecológicos, tais ganhos poderão ser avaliados e acompanhamento pela pesquisa em campo fornecendo dados para melhoria das técnicas de conservação aplicadas a áreas florestais em meio urbano.
Indicadores de Acompanhamento e Avaliação:
- Realização de 4 (quatro) Visitas Técnicas na área de restauração da área de preservação permanente no ano. - Realização de 8(oito) reuniões para elaboração, execução e pôs - implantação do projeto. de restauração da área da nascente. - Realização de 2 (duas) Capacitações da equipe do projeto. - Realização de 2 (dois ) Dias de Campo para organização da área. - Realização de 4 (quatro ) Dias de campo para implantação das ações do projeto. - Desenvolver 1(um) inventario das espécies inseridas na recuperação da área de restauração. - Submeter 1 (uma) publicação em congresso cientifico. - Submeter 1 (uma) publicação em congresso extensão.
Cronograma:
Cronograma de execução para 12 meses, com meses e ações previstas | 1 a 3 | Reunião inicial da equipe; articulação com parceiros; planejamento geral do projeto | 2 a 3 | Visita técnica inicial; levantamento ambiental (solo, vegetação, infraestrutura da área ); | 3 a 4 | Análise de solo; sistematização dos dados coletados; elaboração de relatório. | 4 a 5 | Capacitação da equipe técnica e apoiadores; definição das espécies e aquisição de insumos que forem necessários para as ações. | 5 a 6 | Preparação da área (limpeza preventiva anti incêndio, marcação , cercamento); | 6 a 8 | Implantação e reposição de espécies florestais na área e adubação semeadura com serrapilheira; | 8 a 10 | Continuidade dos plantio de reposição ; manutenção inicial; monitoramento das mudas | 9 | Dia de campo para avaliação da qualidade e medição das espécies florestais; controle de gramíneas invasoras; reunião técnica | 9 a 10 | Capacitação complementar; atividades de educação ambiental com a comunidade do entorno no plantio de recomposição de perdas. | 10 | Inventário preliminar das espécies implantadas; | 11 | Avaliação para Implantação da trilha interpretativa; confecção e instalação das placas de identificação. | 11 a 12 | Avaliação final das ações ; dia de campo para avaliação da qualidade e medição das espécies florestais; sistematização dos resultados; elaboração de relatórios e preparação de publicações científicas e extensionistas.
Descrição Resumida: Restauração florestal participativa da microbacia do Córrego do Quati, em Três Pontas, Minas Gerais.
Equipe:
Alunos de Graduação:
Nenhum
Docentes:
Técnicos Administrativos:
Alunos de Pós-Graduação:
Outros Usuários:
Renovações de Projetos:
Coordenador do Projeto: MARCO AURELIO LEITE FONTES
Setor: DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS
E-mail Institucional: fontesufla.br
E-mail Alternativo: marco.a.l.fontesgmail.com
Situação de Aprovação: Registrado
Submetido pelo Coordenador do Projeto em: 17/12/2025 - 11:12:36
Aprovado pelo Conselho Departamental (Lavras) ou pelo Colegiado de Extensão (Paraíso) em: 28/01/2026 - 17:04:12
Aprovado pelo Colegiado de Extensão (Lavras) ou pelo Diretor da UA (Paraíso) em: Nenhuma
Histórico de Coordenação:
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Universidade Federal de Lavras - UFLA
SIG-UFLA - Versão 1.98.8
Créditos