Esta página exibe os dados de um Projeto de Extensão.
Índice:
Número de Registro: 7/2026
Título: Diversificar: visibilizando narrativas de vidas silenciadas
Programa de Extensão: (indefinido)
Resumo da Proposta: Este projeto de extensão nasce com o interesse de contar histórias de pessoas invisibilizadas socialmente em razão das dissidências vividas. Concentraremos as ações em Lavras, Minas Gerais (MG), em razão da necessidade percebida de visibilizar narrativas de vida silenciadas. O objetivo geral do projeto de extensão será promover a visibilidade e o reconhecimento social de pessoas dissidentes na cidade de Lavras (MG), por meio da escuta, do registro e da difusão de suas histórias de vida, fundamentando-se no compromisso ético com a alteridade e na potência dos afetos. Buscaremos, assim, conhecer, escutar e narrar as vidas dissidentes das normas consideradas hegemônicas socialmente, englobando dissidências de gênero, sexualidade, raça, classe, deficiências e outros marcadores e suas interseccionalidades. Trata-se, nesse sentido, de uma proposta que se estrutura pelo compromisso ético com a alteridade, a abertura aos afetos e as possibilidades de mostrar à cidade de Lavras quem são elas. Por meio das metodologias de histórias de vida e dos afetos, buscaremos contar as histórias, publicá-las como livros e reunir as pessoas em rodas de escuta.
Área Temática: Comunicação
Instituições Parceiras: Não definido
Número Estimado de Participantes: 35
Locais de Realização: Lavras e Universidade Federal de Lavras
Data de Início: 01/03/2026
Data de Término: 01/07/2029
Justificativa: Este projeto de extensão surge da necessidade de dar continuidade aos esforços atuais de grupos e movimentos sociais na luta pela conquista de direitos humanos, visibilidade de causas e experiências, e reconhecimento. Um exemplo recente e inspirador foi o projeto “Fita: narrativas e memórias LGBTQIAPN+ em Belo Horizonte”, financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, que resultou na publicação de um livro com as histórias de 18 pessoas LGBTQIA+ com mais de 50 anos. Reconhecemos, diante disso, a urgência de se continuar a criar espaços de memória e resistência que coloquem essas experiências em primeiro plano. A escolha por Lavras se justifica não apenas pela centralidade das ações da universidade na cidade, mas em razão das características presentes neste território que possui 109.884 habitantes (Censo IBGE/2024). Tradicionalmente, a cidade tende a apresentar uma estrutura conservadora voltada à economia agrária e aos interesses políticos, com poucas atividades voltadas a grupos minorizados. Considerada a segunda cidade mais segura do estado, somos levados a pensar na segurança das pessoas cujas experiências sejam dissidentes das hegemonias e em condições que tornam vidas invivíveis. Também é válido mencionar, como exemplo, que somente em 2025 o Conselho Municipal dos Direitos da População LGBT+ foi estabelecido como lei municipal (4919/2025), o que ilustra a lentidão na institucionalização de direitos para grupos minorizados. A UFLA, por sua vez, foi a primeira universidade de Minas Gerais a aprovar cotas para pessoas trans. Esses movimentos, a passos lentos, sinalizam a construção de políticas de atenção que precisam adquirir tonicidade. Nesse sentido, esta proposta de projeto de extensão se justifica pelo compromisso ético com a alteridade, por meio da escuta que não almeja coletar dados, mensurá-los ou categorizá-los, mas abrir-se ao inesperado e às subjetividades. Outra justificativa se refere à urgência em registrar e tornar essas experiências em memórias vivas e presentes, assim como ocupar Lavras com ações que promovam o reconhecimento da pluralidade da diversidade na cidade. A proposta representa o cumprimento do papel basilar de um dos pilares do ensino superior, conectando demandas sociais às atividades desenvolvidas pela Universidade Federal de Lavras. Além disso, ela se alinha aos objetivos do DiverCom - Grupo de Pesquisa em Diversidade e Comunicação, liderado pelos professores Carlos Humberto Ferreira Silva Júnior e Maurício João Vieira Filho.
Caracterização dos Beneficiários: O público-alvo do projeto envolverá pessoas residentes em Lavras (MG) que vivenciam dissidências em relação às normas hegemônicas e, por vezes, permanecem silenciadas. Ao considerarmos as interseccionalidades como lentes orientadoras das ações, os principais beneficiários serão pessoas LGBTQIA+ (travestis, mulheres e homens trans, pessoas não binárias, mulheres lésbicas, homens gays, bissexuais e outras identidades de gênero e sexualidade), negras, pardas, indígenas, quilombolas, com deficiência (PCD), em vulnerabilidade socioeconômica. Também serão beneficiários os estudantes da UFLA, o corpo docente do Departamento de Administração e Economia (DAE) - onde estão lotados os docentes coordenadores da proposta - e de outros departamentos da universidade, os movimentos sociais e coletivos, as instituições de ensino e a população de Lavras em geral que será impactada a partir do conhecimento das histórias de vida.
Objetivos: O objetivo geral do projeto de extensão será promover a visibilidade e o reconhecimento social de pessoas dissidentes na cidade de Lavras (MG), por meio da escuta, do registro e da difusão de suas histórias de vida, fundamentando-se no compromisso ético com a alteridade e na potência dos afetos. Buscaremos, assim, conhecer, escutar e narrar as vidas dissidentes das normas consideradas hegemônicas socialmente, englobando dissidências de gênero, sexualidade, raça, classe, deficiências e outros marcadores e suas interseccionalidades. Especificamente, objetivamos com este projeto: (i) conhecer e acolher pessoas cujas trajetórias são atravessadas por dissidências de gênero, sexualidade, raça, classe ou deficiência em Lavras, estabelecendo vínculos baseados na confiança e na escuta sensível; (ii) narrar as vidas por meio de metodologias qualitativas, transformando os relatos orais em histórias de vida que preservem a subjetividade e a dignidade delas; (iii) publicar e circular uma série de livros que compilam essas histórias, funcionando como dispositivos de memória e resistência contra o apagamento social na cidade; (iv) envolver estudantes das disciplinas “GAE365 - Comunicação e Diversidade” e “GAE366 - Comunicação e Questões Raciais” no desenvolvimento das histórias de vida; (v) promover rodas de escuta em espaços públicos ou institucionais de Lavras com a finalidade de criar ambientes de diálogo direto entre as pessoas narradas e a comunidade local; (vi) fomentar a formação humanística dos estudantes extensionistas, sensibilizando-os para a importância das interseccionalidades e do respeito à diversidade no campo da Comunicação.
Metas: Registro das histórias como forma de manutenção das memórias dissidentes na cidade; participação nas atividades extensionistas da UFLA, como o CONEX; realização de, ao menos, cinco rodas de escuta durante a vigência do projeto; publicação de dispositivos de memória em formato de livro e/ou audiovisual; ampliação da visibilidade das histórias de pessoas dissidentes de Lavras e sua microrregião; formação cidadã e humanística das e dos discentes de graduação da UFLA; criação de um repositório público de memórias de pessoas dissidentes da cidade.
Fundamentação Teórica:
Chimamanda Ngozi Adichie (2019, p. 32) escreve que: “as histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a dignidade de um povo, mas também podem reparar essa dignidade despedaçada”. Crescemos e acostumamos com as histórias únicas contadas pelos sujeitos universais como forma de garantir a manutenção do poder em torno de supostos feitos heroicos para a humanidade. No entanto, sabemos que essa história universal, branca, masculina, ocidental e colonizadora só se sustenta por meio do apagamento das diferenças, das violências orquestradas e das vulnerabilidades acentuadas contra vivências dissidentes. Um dos marcos para a compreensão dessa nova forma de enxergar a história foi a proposição da Escola dos Annales que distanciou a compreensão de que havia apenas uma forma de pensar e formular o conhecimento histórico, à época baseado no positivismo, prezando pela obtenção de informação apenas por meio de documentos, com base em uma pretensa neutralidade. A história oral se aproximou da terceira geração da Escola dos Annales, principalmente, com Le Goff e Pierre Nora que vão apontar que todas as atividades humanas compõe a história, sem que necessariamente os grandes eventos políticos sejam os únicos dignos de serem contados. Essa percepção aproxima a história da cultura e transforma as pessoas, assim como suas narrativas, em relatos históricos dignos de serem conhecidos e contados. Essa percepção também se aproxima da concepção de discurso feita por linguistas como Dominique Maingueneau e Patrick Charaudeau que apontam como as construções discursivas adquirem sentido no momento em que são acionadas pelos indivíduos, sendo particulares ao mesmo tempo que situadas em um contexto histórico e social para terem e fazerem sentido. Como apontam Andrea Domingues e Newton Carozza, a construção da história por meio da oralidade e do resgate dos discursos é um processo de criação e recriação da história, perpassada pela memória, pois as lembranças são fontes constantes para a construção de identidades e culturas. Enquanto comunicadores, acionar as memórias cotidianas para a preservação da história local, assim como para a visibilidade de narrativas e discursos pouco evidenciados, se mostra uma função primordial para a ampliação e diversificação de pautas expostas na esfera pública. A capacidade de difusão de relatos, narrativas, histórias, entre outros textos, aumentam as oportunidades de promoção de valores ligados à cidadania e aos direitos humanos. A memória, em sua natureza processual e dinâmica, é constantemente moldada pela tensão entre o lembrar e o esquecer. Desse modo, ela se manifesta como um conjunto de reminiscências que flutuam e se diversificam conforme as experiências e perspectivas de cada pessoa e grupo social (Nora, 1993). As considerações de Maurice Halbwacks (1990) ressaltam que a memória individual não se constitui de lembranças isoladas e singulares. Pelo contrário, ela está intrinsecamente ligada às interações, aos vínculos e aos compartilhamentos com os quais o indivíduo se relaciona. Há, portanto, uma interconexão entre o que foi vivido pelo indivíduo e a memória do outro, tornando essa relação com a alteridade crucial para a formação das memórias coletivas. Neste contexto, ao observarmos como pessoas narram as dissidências normativas se torna um conjunto de práticas contínuas de resistência, por meio das quais percebemos que suas ações são responsáveis pela curadoria, manutenção e compartilhamento de suas próprias lembranças. Assim, essa recuperação da memória pode promover a formação de identidades e a partilha de recursos essenciais para a sobrevivência em um mundo violento. Historicamente, a prerrogativa de narrar sobre si e sobre os outros era concedida aos homens. Essa exclusividade resultou na instauração de narrativas que, por sua vez, inferiorizavam as experiências de mulheres e de grupos socialmente minorizados e eram marcadas pela exclusão, como aponta Margareth Rago (2013). Por esses motivos, é crucial questionar as dinâmicas de poder inerentes ao processo de legitimação de certas figuras como as únicas autorizadas a narrar suas vidas. Somos motivados a reverter essa hegemonia, o que implica resgatar a história de vida como um ato de memória ético-político que contribui para o desenvolvimento da subjetividade. Esse gesto visa desestabilizar a rigidez de identidades e regimes de verdade fixados na estrutura social, permitindo a criação de narrativas que sejam atentas à alteridade e à memória coletiva.
Metodologia:
O projeto se divide em cinco etapas: seleção de participantes, encontros (conversas e entrevistas), elaboração das narrativas, rodas de escuta e divulgação dos resultados. A metodologia principal é a História de Vida, subcampo da História Oral, que valoriza o relato oral como forma de reconstruir fatos ignorados, capaz de interseccionar comunicação e cultura (Perazzo, 2014). Busca-se relacionar as histórias com as diversidades (raça, gênero, sexualidade, deficiência, neurodivergência ou idade) e a influência da cultura lavrense, visando perspectivas futuras. As etapas são: Seleção de participantes: buscar pessoas negras, LGBTQIAPN+, indígenas, PCD, neurodivergentes ou idosas, com relatos ligados às experiências em Lavras. Alunos das disciplinas “GAE365 - Comunicação e Diversidade” e “GAE366 - Comunicação e Questões Raciais” produzirão perfis (Marques de Melo; Assis, 2018), que auxiliarão na seleção das histórias mais relevantes e diversas para as narrativas. Para além das disciplinas, o projeto seguirá em busca de conhecer, escutar e narrar as histórias com vistas a conseguir a diversidade de pessoas e a profundidade das experiências. Encontros para conversas e entrevistas: serão, no mínimo, três encontros presenciais, gravados (áudio e vídeo, com autorização). Serão usados diários de campo e entrevistas abertas, focando na relação entre subalternidades e o contexto local. Objetos materiais e simbólicos (músicas, fotos etc.) podem ser utilizados para resgate afetivo de memórias. Entrevistas podem ocorrer fora da universidade se o ambiente for crucial para o conforto ou memória. Elaboração das narrativas: processo coletivo, com análise do material (diários, áudios e vídeos) para criar o fio condutor da narrativa, respeitando a memória da pessoa participante. A versão final deve ser aprovada por ela, que será considerada coautora e participante desse percurso. Rodas de escuta: após a aprovação, serão realizadas rodas com a comunidade interna e externa da UFLA para reconhecimento das histórias, integração, identificação e formação discente comprometida com a alteridade e os afetos. Dessa forma, o "conhecimento oriundo do pertencimento" (Saraiva, 2023) estabelecerá uma articulação entre o individual e o social. Divulgação dos resultados alcançados: Evento final de lançamento. Esperamos produzir, no mínimo, dois livros com as narrativas, sendo que cada participante receberá um exemplar, valorizando suas histórias. Vídeos das entrevistas podem ser editados e circulados, mediante autorização, disponibilidade técnica e equipe.
Impactos na Formação Discente:
O projeto “Diversificar: visibilizando narrativas de vidas silenciadas” oferecerá às alunas e aos alunos de graduação da Universidade Federal de Lavras, especificamente dos cursos de Comunicação Integrada e Mídias Digitais e Administração, a possibilidade de se aproximarem e se sensibilizarem com a história de vida de pessoas que fazem parte de grupos subalternizados da cidade de Lavras e sua microrregião. O projeto estará diretamente ligado às recém-criadas disciplinas eletivas “GAE365- Comunicação e Diversidade” e “GAE366 - Comunicação e Questões Raciais”, ofertadas ao curso de Administração, vinculados ao Departamento de Administração e Economia (DAE). Esperamos ainda que discentes das disciplinas desenvolvam por meio da observação, coleta de informações e criação de narrativas, um deslocamento de suas práticas cotidianas, tanto sociais quanto profissionais, ao ponto de conseguirem observar sua ação no mundo por meio de uma perspectiva cidadã e humanitária, buscando processos inovadores em suas atitudes pessoais e profissionais. O contato com diferentes histórias de vida fará com que a e o discente, seja nas disciplinas ou diretamente vinculados ao projeto de extensão, tenha maior capacidade de compreensão dos diferentes cenários sociais e realidades distintas da sua, ampliando sua empatia e capacidade de exercer a alteridade, assimilando as diferenças como apenas mais um elemento da humanidade e não as relacionando ao estranhamento, ojeriza, abjetificação, preconceito e violência. Por meio dessa sensibilização, será possível oferecermos a sociedade profissionais mais humanizados e críticos, capazes de promover o bem-estar social e o tratamento digno de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Relação Ensino, Pesquisa e Extensão:
A conexão entre ensino, pesquisa e extensão, tripé basilar das universidades, está desenhado desde a proposta inicial do trabalho, visto que alunas e alunos de graduação, docentes e comunidade estarão envolvidos a partir do início das atividades. Destacamos a utilização efetiva dos espaços das disciplinas “GAE365 - Comunicação e Diversidade” e “GAE366 - Comunicação e Questões Raciais” como lugar privilegiado para que essa interseção ocorra. Ao mobilizar conteúdos didáticos e avaliativos para atividades que poderão ser utilizadas no projeto de extensão, há uma conexão pedagógica com a prática extensionista, assim como de pesquisa, pois materiais futuros poderão ser mobilizados no desenvolvimento de artigos, livros e demais materiais que promovam a propagação do conhecimento e os relatos de experiências. O projeto de extensão tem relação indireta com a pesquisa ao capacitar as e os participantes a sensibilizar o olhar mais aprofundado sobre a realidade vivida por pessoas subalternizadas em Lavras e entender a escuta como gesto ético e compromissado com a alteridade, abrindo possibilidades para que outros temas de extensão, ensino, pesquisa e diagnósticos úteis em processos intrínsecos da academia possam emergir.
Relação com a Sociedade e Impacto Social:
A sociedade será protagonista do processo de construção das narrativas resultantes do projeto de extensão, sendo elemento fundamental e participante para realização. Almejamos um envolvimento em todas as etapas propostas, assim como os pesquisadores envolvidos terão a responsabilidade de compartilhar durante todo o processo o desenvolvimento das atividades. Por meio da realização das rodas de escuta, propomos um ambiente de acolhimento e respeito dentro da UFLA para que todas as pessoas envolvidas se sintam pertencentes ao espaço universitário, tornando-o mais acolhedor, inclusivo e diverso. De maneira geral, os impactos sociais esperados se voltam a valorização individual de pessoas que integram grupos subalternizados, tanto discentes, docentes e comunidade, que, por meio da sensibilização e da mobilização dos afetos, terão outras perspectivas de compreensão da realidade e das estruturas de poder vigentes na cidade de Lavras e sua microrregião. Além da valorização pessoal, esperamos que as discussões de temas sensíveis sirvam de chamariz para a valorização de pautas ligadas aos direitos humanos e às situações de violência vividas e experienciadas por esses grupos não apenas em datas especiais, mas como um compromisso cotidiano da sociedade. Ao ampliar os espaços de discussão voltadas à temática da diversidade e dar propulsão a políticas públicas e privadas de acolhimento e inclusão em diversos contextos sociais da cidade, o projeto de extensão se apresenta com caminhos possíveis de serem implementados.
Resultados Esperados: Como resultados do projeto de extensão, esperamos conhecer, escutar e narrar a história de pessoas, de modo a aproximar, criar conexões e circular conhecimento, experiência e memória. Também um dos resultados será a publicação de, ao menos, dois livros com as histórias de vida das pessoas, formando loci de resistência e memória. Esperamos ainda que o projeto consiga contribuir com a desconstrução de preconceitos, minimize violências e reconheça a dignidade humana, atuando diretamente no contexto local. Dessa forma, poderemos contribuir com o fortalecimento de redes de apoio e movimentos sociais presentes na cidade. Outro resultado esperado será a formação humana das e dos estudantes que participarem das ações extensionistas, seja como integrantes, bolsistas ou discentes das disciplinas mencionadas, proporcionando o desenvolvimento da escuta sensível e atenta, da escrita ética sobre o outro e da responsabilidade social. A participação em atividades institucionais, como o CONEX, resultará em resumos e/ou artigos com a circulação das experiências, permitindo o desenvolvimento estudantil.
Indicadores de Acompanhamento e Avaliação:
Prevemos cinco indicadores para este projeto. Indicador 1 - Diversidade entre as e os participantes do projeto: terá como objetivo medir a quantidade de participantes entre discentes, docentes e membras e membros da comunidade interna e externa da UFLA que fazem parte de grupos subalternizados de Lavras. Indicador 2 - Participação externa: busca por meio de uma análise proporcional compreender a difusão do projeto para além dos muros da universidade. Medirá a quantidade de participantes que não tem relação direta com a UFLA, mas impactados pelo projeto. Indicador 3 - Percepção de sensibilização às pautas subalternizadas: por meio da aplicação de questionários se buscará compreender o impacto das e dos participantes frente às pautas de pessoas subalternizadas, a fim de mensurar uma possível sensibilização sobre os temas abordados. Indicador 4 - Taxa de narrativas aprovadas: após a produção das narrativas, os materiais deverão passar pela aprovação das e dos participantes, a fim de uma validação ética final. Esse indicador terá o objetivo de mensurar a quantidade de narrativas aprovadas ao final dos processos, aprimorando os processos de escuta e de produção de textos e/ou materiais audiovisuais. Indicador 5 - Participantes nas rodas de escuta: terá objetivo de mensurar a quantidade de participantes nas rodas de escuta, assim como contabilizar participantes internos e externos da UFLA para compreensão do impacto social das ações do projeto.
Cronograma: Realização de atividades nas disciplinas “GAE365” e “GAE366” (produção de perfil e pré-seleção de participantes): 1º semestre 2026; Seleção e convite de participantes para coleta de dados e entrevistas: 2º semestre 2026; Realização de entrevistas e coleta de dados: 1º e 2º semestre 2027; Realização de Rodas de Escuta: Ao final de cada semestre de atividades; Produção de narrativas textuais e/ ou audiovisuais: 1º e 2º semestre 2028; Publicação de livro e/ou material audiovisual: 1º semestre 2029; Evento de lançamento de produções oriundas do projeto: 2º semestre 2029.
Descrição Resumida: Esta atividade está relacionada ao Projeto de Extensão “Diversificar: visibilizando narrativas de vidas silenciadas”, coordenado por Prof. Dr. Maurício João Vieira Filho e Prof. Dr. Carlos Humberto Ferreira Silva Júnior, líderes do Divercom - Grupo de Pesquisa Diversidade e Comunicação, da Universidade Federal de Lavras (UFLA).
Equipe:
Alunos de Graduação:
Nenhum
Docentes:
Técnicos Administrativos:
Alunos de Pós-Graduação:
Outros Usuários:
Renovações de Projetos:
Coordenador do Projeto: MAURICIO JOAO VIEIRA FILHO
Setor: DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA
E-mail Institucional: mauricio.vieiraufla.br
E-mail Alternativo: mauriciovieirafgmail.com
Situação de Aprovação: Registrado
Submetido pelo Coordenador do Projeto em: 05/02/2026 - 20:09:43
Aprovado pelo Conselho Departamental (Lavras) ou pelo Colegiado de Extensão (Paraíso) em: 06/02/2026 - 08:47:22
Aprovado pelo Colegiado de Extensão (Lavras) ou pelo Diretor da UA (Paraíso) em: Nenhuma
Histórico de Coordenação:
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Universidade Federal de Lavras - UFLA
SIG-UFLA - Versão 1.98.5
Créditos