Esta página exibe os dados de um Projeto de Extensão.
Índice:
Número de Registro: 17/2026
Título: Plano de Desenvolvimento da Associação (PDA) - Terrain Coffee
Programa de Extensão: (indefinido)
Resumo da Proposta: Após a realização do Diagnóstico Rápido Participativo Emancipador com a Associação Regional dos Cafeicultores de São Francisco de Paula/MG - Terrain Coffee, a equipe da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares INCUBACOOP-UFLA realizará o Plano de Desenvolvimento da Associação (PDA) que consiste em outro método participativo que permite aos próprios associados envolverem-se na definição de seus problemas, seus objetivos e como alcança-los. Utilizando diversas técnicas apresentadas na metodologia a equipe interdisciplinar pretende auxiliar e contribuir para o planejamento estratégico situacional da entidade parceira.
Área Temática: Trabalho
Instituições Parceiras:
Associação Regional dos Cafeicultores de São Francisco de Paula/MG - Terrain Coffee Associação Hanns Neumann Stiftung do Brasil
Número Estimado de Participantes: 50
Locais de Realização: As ações desse projeto acontecerão no Município de São Francisco de Paula, Minas Gerais, localizado no Campo das Vertentes, a em torno de 100 Km de Lavras. Na localidade, concentraremos nossas atividades na sede da associação. As ações de planejamento e sistematização do PDA final se desenvolverão na Universidade Federal de Lavras, na sala da Incubacoop.
Data de Início: 02/03/2026
Data de Término: 02/05/2026
Justificativa:
A proposta se justifica como uma continuidade da atuação junto aos associados que se mostraram envolvidos e engajados na realização do DRPE e interessados em dar o próximo passo no sentido de efetivar um planejamento estratégico situacional da entidade. Academicamente, a ação se apresenta como uma oportunidade ímpar da equipe interdisciplinar colocar seus conhecimentos teórico-empíricos em exercício, compreendendo e atuando na realidade que nos cerca.
Caracterização dos Beneficiários: Os principais beneficiários dessa ação são os associados da Terrain Coffee. São cafeicultores e cafeicultoras da região de São Francisco de Paula, homens e mulheres que tem como principal atividade a cultura do café. O coletivo também possui alguns jovens atuantes.
Objetivos:
O objetivo geral é realizar o plano de desenvolvimento da associação Terrain Coffe junto com seus associados. Como objetivos específicos temos: - Planejar a partir do DRPE já realizado as prioridades e as ações para implementar um plano de ação; - Aplicar técnicas participativas que permitam reorganizar essas prioridades, estabelecendo objetivos estratégicos, táticos e operacionais; - Alinhar metas e indicadores para cada objetivo, concretizando um plano de ação; - Revisitar e redefinir a Missão, Visão e Valores da Associação.
Metas:
- Executar 4 técnicas participativas do planejamento estratégico situacional; - Promover 3 encontros presenciais com os associados; - Produzir um documento final do PDA.
Fundamentação Teórica:
A elaboração de um Plano de Desenvolvimento de Associação, por meio do Método Altadir de Planificação Popular (MAPP), fundamenta-se em referenciais teóricos que articulam planejamento participativo, desenvolvimento local, educação popular e gestão social. Essa base conceitual sustenta a compreensão de que processos de transformação institucional e comunitária devem ser construídos coletivamente, valorizando o protagonismo dos sujeitos envolvidos e o reconhecimento de seus saberes e experiências. O Método Altadir de Planificação Popular (MAPP), sistematizado por Carlos Matus, insere-se no campo do Planejamento Estratégico Situacional (PES), também desenvolvido pelo autor. O PES parte do pressuposto de que a realidade social é complexa, conflitiva e dinâmica, exigindo um planejamento que considere a existência de múltiplos atores, interesses e capacidades de ação. Diferentemente das abordagens normativas e tecnocráticas, o MAPP propõe uma metodologia acessível, voltada a organizações populares, associações e coletivos, permitindo que os próprios participantes identifiquem problemas, priorizem demandas e construam estratégias viáveis de enfrentamento. No âmbito teórico, o MAPP dialoga com a perspectiva do desenvolvimento local, entendido não apenas como crescimento econômico, mas como processo multidimensional que envolve fortalecimento institucional, ampliação de capacidades coletivas e construção de autonomia. Autores como Amartya Sen defendem que o desenvolvimento deve ser compreendido como expansão das liberdades substantivas, o que inclui a participação ativa nas decisões que afetam a vida coletiva. Assim, a construção de um Plano de Desenvolvimento de Associação por meio do MAPP favorece a ampliação das capacidades organizativas e decisórias dos membros, fortalecendo a governança interna e a atuação no território. Outro eixo fundamental dessa fundamentação está na educação popular, especialmente nas contribuições de Paulo Freire. Para Freire, o conhecimento se constrói no diálogo e na problematização da realidade concreta. O MAPP incorpora essa dimensão ao estruturar momentos de análise coletiva dos problemas, identificação de causas, definição de objetivos e pactuação de responsabilidades. Trata-se de um processo pedagógico-político, no qual os sujeitos deixam de ser meros executores de ações previamente definidas para tornarem-se coautores do planejamento e da gestão da associação. A gestão social também oferece suporte conceitual relevante. Diferentemente da gestão tradicional, centrada na eficiência técnica e na hierarquia, a gestão social enfatiza a deliberação coletiva, a transparência e a corresponsabilidade. Nesse sentido, o Plano de Desenvolvimento de Associação, construído participativamente, configura-se como instrumento de fortalecimento institucional, pois organiza prioridades, define metas, estabelece estratégias e distribui responsabilidades de maneira democrática. Do ponto de vista metodológico, o MAPP orienta-se pela identificação de problemas prioritários, análise de governabilidade, definição de operações e construção de um plano de ação com responsabilidades e prazos definidos. Essa lógica contribui para superar práticas improvisadas ou fragmentadas, substituindo-as por um planejamento estratégico situado, realista e orientado para resultados socialmente pactuados. Além disso, favorece a construção de consensos possíveis e o reconhecimento dos limites e potencialidades da associação. Portanto, a fundamentação teórica deste projeto apoia-se na articulação entre planejamento estratégico situacional, desenvolvimento como ampliação de capacidades, educação popular e gestão social. A utilização do Método Altadir de Planificação Popular como eixo metodológico não apenas viabiliza a construção de um Plano de Desenvolvimento de Associação, mas também promove um processo formativo e emancipatório, fortalecendo a autonomia, a organização interna e a capacidade de incidência da associação em seu contexto social.
Metodologia: O Plano de Desenvolvimento da Associação (PDA) constitui-se em um processo circular, iniciado com o DRPE, passando pelas seguintes etapas: a) para cada problema identificado será feita uma análise de sua Gravidade ou impacto, da Urgência em termos de tempo e da Tendência em termos de piora potencial do problema se não for resolvido. Para isso, se aplica a Matriz GUT, atribui-se notas de 1 a 5 para cada critério e multiplicam-se os valores (G×U×T). Assim, o resultado de 1 a 125 define a ordem de ação, ou seja, quanto maior o valor, maior a prioridade; b) definição das estratégias de ação com base nos objetivos definidos como prioridades definidas no DRPE e prioridades retificadas por meio da matriz GUT, estabelecendo os objetivos estratégicos (longo prazo), táticos (médio prazo) e operacionais (curto prazo); c) Para cada objetivo será feita uma análise FOFA (Fortaleza e Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) no sentido de conscientizar os participantes sobre as possibilidades de alcançar ou não os objetivos definidos; d) Para cada objetivo definido e avaliado anteriormente será definido um conjunto de metas a ser alcançado. As metas devem ser quantificáveis em um horizonte de tempo definido (exemplo: efetivar a venda de uma saca de 60kg de café especial no valor de 5 mil reais em dois meses após a colheita em minha propriedade); e) para cada meta estabelecida serão definidas ações a serem realizadas utilizando-se a matriz 5W2H (o quê fazer, por quê, onde, quando, quem, como será realizada e quanto custará a ação), elaborando, assim, o Plano de Ações. Por fim, serão revisadas as definições da Missão, Visão e Valores da associação.
Impactos na Formação Discente: Conhecimentos do campo das ciências sociais aplicadas, como gestão social, planejamento, desenvolvimento sustentável, apreendidos em diversas matérias da Administração, Administração Pública, Direito, dentre outras áreas, são pontos de partida para as ações extensionistas colocadas em prática em um PDA.
Relação Ensino, Pesquisa e Extensão: Em um projeto de extensão universitária, a adoção do MAPP reforça o compromisso da universidade com a transformação social e com a produção de conhecimento socialmente referenciado. A extensão, compreendida como via de mão dupla entre universidade e comunidade, encontra no planejamento participativo uma metodologia coerente com seus princípios, pois promove o diálogo de saberes, a construção compartilhada de soluções e o fortalecimento das organizações da sociedade civil.
Relação com a Sociedade e Impacto Social: A construção participativa do PDA permite aos associados construírem seus próprios projetos de vida em coletividade, exercitando democraticamente a emancipação de todos os envolvidos. Ao colocar de forma estruturada os objetivos, metas e ações futuras, espera-se contribuir para a alavancagem da associação e de seus desejos.
Resultados Esperados:
Realizar um treinamento da equipe interdisciplinar sobre o MAPP. Realizar três visitas à associação para a construção participativa do PDA. Entregar como produto final o PDA.
Indicadores de Acompanhamento e Avaliação:
Número de presentes em cada dia; Tempo de execução de cada técnica; Intensidade (frequência) de participação de cada associado presente; Construção do relatório final agregando as principais informações.
Cronograma:
Fase 1 - treinamento da equipe interdisciplinar Fase 2 - Construção do Plano de Desenvolvimento da Associação Fase 3 - Elaboração do documento final do PDA
Descrição Resumida: Participou da execução do Plano de Desenvolvimento da Associação (DPA), junto à Associação Regional dos Cafeicultores de São Francisco de Paula/MG - Terrain Coffee, desenvolvendo trabalhos de campo com técnicas participativas e dialogais bem como da construção do relatório final do DPA, nos meses de março e abril de 2026.
Equipe:
Alunos de Graduação:
Nenhum
Docentes:
Técnicos Administrativos:
Alunos de Pós-Graduação:
Outros Usuários:
Renovações de Projetos:
Coordenador do Projeto: GUILHERME SCODELER DE SOUZA BARREIRO
Setor: DEPARTAMENTO DE DIREITO
E-mail Institucional: guilhermebarreiroufla.br
E-mail Alternativo: guiscodhotmail.com
Situação de Aprovação: Registrado
Submetido pelo Coordenador do Projeto em: 25/02/2026 - 21:15:18
Aprovado pelo Conselho Departamental (Lavras) ou pelo Colegiado de Extensão (Paraíso) em: 26/02/2026 - 13:58:55
Aprovado pelo Colegiado de Extensão (Lavras) ou pelo Diretor da UA (Paraíso) em: Nenhuma
Histórico de Coordenação:
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Universidade Federal de Lavras - UFLA
SIG-UFLA - Versão 1.98.7
Créditos