Esta página exibe os dados de um Projeto de Extensão.
Índice:
Número de Registro: 183/2025
Título: Formação continuada sobre envelhecimento
Programa de Extensão: Núcleo de Estudos sobre Envelhecimento Ativo
Resumo da Proposta: Este projeto tem como propósito capacitar e atualizar profissionais de Educação Física para atuarem com a população idosa, garantindo segurança e eficácia na prescrição de exercícios individualizados e baseados em evidências científicas. Além de formar especialistas, busca aproximar ensino e sociedade por meio de cursos, palestras e workshops, democratizando o acesso à informação sobre envelhecimento ativo e incentivando hábitos saudáveis. A iniciativa beneficia tanto idosos interessados em melhorar sua qualidade de vida quanto estudantes e profissionais da área, configurando-se como uma ação estratégica no combate ao sedentarismo e na promoção da autonomia e do bem-estar na velhice.
Área Temática: Saúde
Instituições Parceiras: Nenhuma
Número Estimado de Participantes: 100
Locais de Realização: Departamento de Educação Física - DEF da Universidade Federal de Lavras - UFLA
Data de Início: 01/02/2026
Data de Término: 01/02/2028
Justificativa:
O projeto se justifica pela importância da capacitação e atualização de profissionais de Educação Física que atuam no campo da atividade física e saúde com ênfase na população idosa. Segundo Izquierdo et al. (2021), considerar as condições clínicas específicas dessa população é fundamental para otimizar a segurança e a eficácia da prescrição dos exercícios. Tais atividades, que devem ser individualizadas e controladas, exigem conhecimento técnico especializado e aprofundado. Realizar adequada prescrição de exercícios é essencial para um programa de treinamento físico seguro e efetivo. Lee, Jackson e Richardson (2017) destacam que o planejamento bem estruturado deve incluir uma modalidade específica, sua frequência, intensidade e definição de metas de curto e longo prazo. Além disso, princípios do treinamento baseados na individualidade biológica, reversibilidade, especificidade, entre outros devem ser considerados de maneira a maximizar adaptações decorrentes da prática regular de atividades físicas orientadas. Tais fatores exigem que o profissional tenha conhecimento técnico e esteja capacitado para atuar de maneira segura com a população idosa. Além disso, profissionais com experiência no trabalho com idosos podem orientar seus clientes sobre formas de alcançar benefícios à saúde por meio da prática de atividades físicas, o que ajuda a minimizar complicações decorrentes de execução não orientada (Lee, Jackson e Richardson, 2017). Somado a isso, profissionais de Educação Física são responsáveis por estimular a adesão dos idosos aos programas de treinamento e incentivar a continuidade da prática das atividades físicas. Assim, conhecimento aprofundado sobre estratégias voltadas a alcançar benefícios à saúde, podem estimular a participação de idosos em programas de atividades físicas. Segundo Lima et al. (2020), os métodos de promoção e incentivo motivacional utilizados pelo profissional ao ministrar as aulas podem influenciar significativamente na adoção de um estilo de vida mais saudável e ativo em idosos. Assim, a participação em cursos de formação continuada baseados no estado da arte do campo do envelhecimento ativo instrumentalizará profissionais para prescrição mais assertiva de exercícios à população idosa. Além disso, a democratização de informação científica à comunidade pode estimular a adoção e a manutenção de melhores hábitos de saúde, favorecendo a qualidade de vida na velhice. Referências Bibliográficas IZQUIERDO, M. et al. International Exercise Recommendations in Older Adults (ICFSR): Expert Consensus Guidelines. The Journal of Nutrition, Health & Aging, v. 25, n. 7, p. 824–853, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34409961/ LEE, P. G.; JACKSON, E. A.; RICHARDSON, C. R. Prescrições de exercícios para idosos. American Family Physician, v. 95, n. 7, p. 425-432, abr. 2017. Disponível em: https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2017/0401/p425.html. LIMA, A. P. et al. O papel do profissional de Educação Física e as motivações dos idosos para a prática de atividades físicas em grupo de convivência. Revista Brasileira de Ciência e Ensino em Educação Física (RBCE), 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbce/a/zxJ6M3kNrFRFXybTTLRvK9C/?lang=pt
Caracterização dos Beneficiários:
Considerando que o projeto proposto tem como foco a ministração de cursos e palestras educativas sobre o envelhecimento ativo, tem-se dois grupos de beneficiários: 1 - idosos com mais de 60 anos de idade que tenham interesse em buscar conhecimento sobre os benefícios do envelhecimento ativo. 2 - estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais da área de envelhecimento que, por meio das ações educativas, ampliarão seus conhecimentos teóricos e pedagógicos.
Objetivos: Promover a articulação entre ensino e sociedade, proporcionando à comunidade acadêmica e ao público externo (profissionais de saúde, cuidadores e interessados) oportunidades de qualificação profissional, vivência prática e atualização científica sobre o envelhecimento humano e a prescrição de exercícios físicos.
Metas:
Promover a capacitação e atualização técnico-científica de profissionais da área da saúde e interessados na área, oferecendo cursos, palestras e workshops que se baseiam em evidências científicas sobre envelhecimento e atividade física. Popularizar o acesso à informação de qualidade envolvendo as temáticas gerontologia e envelhecimento ativo, para cuidadores, familiares e comunidade em geral visando estratégias práticas que incentivem a autonomia e qualidade de vida da população idosa.
Fundamentação Teórica:
A inatividade física é considerada uma das principais pandemias contemporâneas de saúde pública, já que 46% dos adultos brasileiros não alcançam os níveis semanais recomendados de atividade (FERREIRA et al., 2018). Apesar de o exercício físico atuar como fator protetor contra diversas doenças e condições adversas, como obesidade, diabetes e enfermidades cardiovasculares, observa-se que, mesmo com os investimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), o conhecimento da população sobre os programas públicos de atividade física permanece limitado (20%), o que se reflete em uma cobertura de apenas 1,9% da população (FERREIRA et al., 2018). As barreiras mais relevantes para a prática de atividade física envolvem a escassez de tempo (41,4%) e, de forma significativa, a falta de interesse pelas opções disponíveis (29,7%). Esse cenário indica que os modelos generalistas atualmente utilizados não contemplam adequadamente a cultura e os interesses locais (FERREIRA et al., 2018). Além disso, a ausência de conhecimento sobre como realizar os exercícios e sobre seus objetivos constitui um fator determinante para a manutenção da inatividade (DOMINGUES et al., 2003). Fora do ambiente acadêmico, essa informação permanece pouco acessível: cerca de um quarto dos homens e um quinto das mulheres relatam nunca ter recebido orientações sobre os benefícios da prática física. Sem compreensão e percepção adequadas acerca do tema, torna-se improvável que ocorram mudanças significativas nos padrões de comportamento (DOMINGUES et al., 2003). Nesse contexto, a criação de projetos de extensão voltados para a Educação em Saúde deve ser compreendida como um processo emancipador, construído por meio do diálogo e da troca de saberes, com o objetivo de ampliar a autonomia individual e coletiva e promover melhorias na qualidade de vida (FALKENBERG et al., 2014; SALCI et al., 2013). Para que essas iniciativas alcancem êxito, é essencial que sejam planejadas e direcionadas de acordo com as necessidades e interesses da comunidade, possibilitando que estudantes e professores atuem como mediadores na abertura de novas formas de cuidado (GAUTÉRIO et al., 2013; LEITE et al., 2014; FERREIRA et al., 2018; SEABRA et al., 2019). O projeto tem como objetivo central a formação e capacitação de profissionais para orientar e prescrever atividades de forma didática e crítica, evitando enfoques exclusivamente biologicistas (FERREIRA et al., 2018). A implementação de ações no ambiente acadêmico e a promoção de programas comunitários de divulgação, como palestras abertas ao público, constituem estratégias eficazes e sustentáveis no enfrentamento do sedentarismo (DOMINGUES et al., 2003). Tais iniciativas são amplamente utilizadas para tratar de questões essenciais, como a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de exercícios físicos, favorecendo o autocuidado, o estímulo à participação e o acesso precoce a informações relevantes (FERREIRA et al., 2018; SEABRA et al., 2019). Referências bibliográficas DOMINGUES, M. R.; ARAÚJO, C. L. P.; GIGANTE, D. P. Conhecimento e percepção sobre exercício físico em uma população adulta urbana do sul do Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n. 6, p. 1773-1784, nov./dez. 2003. (Fonte externa à análise, adicionada para contextualização completa da citação ABNT). FALKENBERG, Miriam Benites et al. Health education and education in the health system: concepts and implications for public health. Ciência & Saúde Coletiva [Internet], v. 19, n. 3, p. 847-852, 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S1413-81232014000300847>. FERREIRA, Rodrigo Wiltgen et al. Acesso aos programas públicos de atividade física no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 34, n. 12, e00008618, 2018. GAUTÉRIO, Daniel Pereira et al. Action by nurses to educate older adults: the family health strategy. Revista Enfermagem UERJ [Internet], v. 21, n. 6, p. 824-828, 2013. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/ enfermagemuerj/article/view/12302>. LEITE, Cyntia Teixeira et al. Prática de educação em saúde percebida por escolares. Cogitare Enfermagem [Internet], v. 19, n. 1, p. 13-19, 2014. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/ view/35925/22157>. SALCI, Maria Aparecida et al. Educação em saúde e suas perspectivas teóricas: algumas reflexões. Texto & Contexto Enfermagem [Internet], v. 22, n. 1, p. 224-230, 2013. Disponível em: <http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072013000100027&lng=en>. SEABRA, Cícera Amanda Mota et al. Educação em saúde como estratégia para promoção da saúde dos idosos: Uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 22, n. 4, e190022, 2019.
Metodologia:
O projeto será desenvolvido através de uma abordagem teórico-prática, fundamentada na Prática Baseada em Evidências e na interação dialógica entre a universidade e a comunidade. As ações educativas serão estruturadas em três eixos metodológicos principais: 1. Eixo de Capacitação Teórico-Científica (Palestras). Destinado à atualização de conceitos e apresentação de novas descobertas na área da gerontologia e exercício físico. Terá um formato de encontros expositivos (presenciais ou híbridos) com duração média de 60 a 90 minutos, ao qual será realizado um convite a especialistas (docentes da instituição e convidados externos) para abordar temas como fisiologia do envelhecimento, biomecânica aplicada ao idoso e patologias comuns e outros assuntos relacionados ao envelhecimento. As palestras serão abertas a estudantes, profissionais de saúde e comunidade académica. 2. Eixo de Aplicação Prática (Workshops e Oficinas). Esse eixo foca no desenvolvimento de competências técnicas e terá sessões práticas com duração de 4 a 8 horas onde será feito a utilização de metodologias ativas, estudos de caso e simulações dos atendimentos ao idoso. Os participantes terão contato com instrumentos de avaliação física, prescrição de treinamento e adaptação de exercícios para idosos com limitações funcionais. Estudantes de pós-graduação, sob supervisão docente, atuarão como monitores ou facilitadores, exercitando a docência. 3. Eixo de Educação em Saúde para a Comunidade. Focado na tradução do conhecimento científico para uma linguagem acessível a cuidadores, familiares e aos próprios idosos, serão realizadas rodas de conversa e palestras curtas. Esses encontros abordarão temas do dia-a-dia, como prevenção de quedas em casa, nutrição e força muscular e importância da regularidade nas atividades físicas voltadas à saúde. Terá também a produção e distribuição de materiais informativos (folhetos/cartilhas) sobre essas temáticas. A execução das atividades seguirá alguns passos como: Levantamento de Demandas: Aplicação de questionários simples aos participantes do programa e aos estudantes para identificar os temas de maior interesse ou dúvida (ex: como treinar idoso com Sarcopenia?). Planejamento Pedagógico: Definição dos temas, convite aos palestrantes e elaboração de materiais didáticos pelos estudantes bolsistas/voluntários com revisão dos coordenadores. Divulgação: Utilização das redes sociais do projeto, site institucional e parcerias com conselhos de classe e/ou unidades de saúde locais para alcançar o público externo. Execução e Registro: Realização dos eventos com lista de presença para emissão de certificados. Avaliação de Impacto: Ao final de cada evento, aplicação de formulário de satisfação e verificação do feedback para fim de aprimoramento das próximas ações.
Impactos na Formação Discente: O programa contribuirá para a formação discente ao proporcionar a participação de alunos de graduação e pós-graduação em ações de educação em envelhecimento ativo por meio de palestras ministradas para o público idoso. Tais atividades colaboram para o desenvolvimento de habilidades como comunicação, organização, liderança e trabalho em equipe.
Relação Ensino, Pesquisa e Extensão: A presente proposta utiliza o princípio da indissociabilidade acadêmica ao integrar simultaneamente as dimensões de ensino, pesquisa e extensão. O projeto institui um cenário de prática supervisionada onde estudantes consolidam competências profissionais através da assistência direta à comunidade, fundamentando suas intervenções na prática baseada em evidências. Simultaneamente, os dados gerados pelos atendimentos e pelas ações de capacitação externa alimentam a produção científica institucional, estabelecendo um ciclo virtuoso onde a investigação acadêmica qualifica o serviço prestado e a demanda social direciona a formação de novos pesquisadores e profissionais de saúde.
Relação com a Sociedade e Impacto Social: O projeto será oferecido de forma gratuita, promovendo a capacitação e especialização de profissionais de Educação Física por meio do conhecimento e da ciência, garantindo a prestação de um serviço seguro e de qualidade para a sociedade.
Resultados Esperados: Contribuição para a formação de estudantes e profissionais mais qualificados para atuar com o público idoso, fortalecendo o vínculo entre ensino, pesquisa e extensão.
Indicadores de Acompanhamento e Avaliação: Para acompanhar e avaliar os participantes serão considerados o número de ações realizadas, a carga horária ofertada, o nível de satisfação dos participantes, o alcance das ações na atuação dos profissionais beneficiados e a percepção da aplicabilidade prática desses conhecimentos. Os dados serão coletados por meio de listas de presença, questionários e formulários de avaliação.
Cronograma:
O início das atividades ocorrerá após a seleção de monitores voluntários. Na sequência, com base na disponibilidade de horário dos selecionados, serão estabelecidos os dias e horários para a participação dos estudantes. A participação envolverá reuniões quinzenais para discussão e definição das estratégias. Inicialmente será feito um mapeamento dos principais tópicos de interesse formativo para estudantes e profissionais da área de Educação Física. A partir dessa identificação, será elaborado um conjunto de palestras voltadas para profissionais que atuam com o envelhecimento. Ao final de cada semestre será ministrada uma palestra para a comunidade não profissional com interesse em temas relacionadas à saúde do idoso. Nesse caso, o público poderá ser composto por familiares, cuidadores e demais interessados sobre o tema. Ao final de cada ano, será feito um levantamento das ações realizadas. Essas informações servirão como mecanismo de retroalimentação para as atividades do ano subsequente. Como a proposta é contínua, a sequência de ações ora apresentada será repetida anualmente. Abaixo encontra-se o resumo das etapas: Fevereiro: Seleção dos monitores voluntários/estudo dos horários/reuniões iniciais/divulgação do projeto; Março (primeira semana): mapeamento de demandas; Março (a partir da segunda semana) a julho (até a primeira semana): elaboração e oferta das atividades formativas para o semestre; Junho (última semana): palestra à comunidade leiga; Julho: balanço e planejamento semestral; Agosto (a partir da primeira semana) e dezembro (até a primeira semana): retomada da elaboração e oferta das atividades formativas para o semestre; Dezembro (primeira semana): palestra à comunidade leiga; Dezembro (segunda semana): avaliações finais; Janeiro: balanço e planejamento semestral.
Descrição Resumida: O projeto visa capacitar profissionais de Educação Física para atuar com idosos, garantindo prescrição segura e eficaz de exercícios individualizados. Por meio de cursos, palestras e workshops, promove atualização científica e aproxima ensino e sociedade. A iniciativa combate o sedentarismo, incentiva hábitos saudáveis e fortalece a autonomia, o autocuidado e a qualidade de vida na velhice.
Equipe:
Alunos de Graduação:
Nenhum
Docentes:
Técnicos Administrativos:
Alunos de Pós-Graduação:
Outros Usuários:
Renovações de Projetos:
Coordenador do Projeto: GUSTAVO PUGGINA ROGATTO
Setor: DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
E-mail Institucional: rogattoufla.br
E-mail Alternativo: gustavorogattoyahoo.com.br
Situação de Aprovação: Registrado
Submetido pelo Coordenador do Projeto em: 26/12/2025 - 17:00:06
Aprovado pelo Conselho Departamental (Lavras) ou pelo Colegiado de Extensão (Paraíso) em: 27/12/2025 - 11:01:18
Aprovado pelo Colegiado de Extensão (Lavras) ou pelo Diretor da UA (Paraíso) em: Nenhuma
Histórico de Coordenação:
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Universidade Federal de Lavras - UFLA
SIG-UFLA - Versão 1.98.6
Créditos