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Esta página exibe os dados de um Projeto de Extensão.

Índice:

Informações de RegistroDados Gerais do Projeto de ExtensãoDados de Renovação do Projeto
Dados do Coordenador do ProjetoSituação do ProjetoHistórico de Coordenação
Histórico de AvaliaçõesAutorização da Chefia
Informações de Registro

Número de Registro: 6/2026

Dados Gerais do Projeto de Extensão

Título: Sol entre nós

Programa de Extensão: Programa Institucional de Música da UFLA - 2026/2035

Resumo da Proposta: Serão formados grupos de câmara (duos, trios, quartetos, etc) para oferecer aos estudantes a experiência de tocar e se apresentar em grupos de câmara. Os ensaios destes grupos ocorrerão no Centro de Cultura da UFLA, uma vez na semana com cada grupo, em horários a serem acordados entre cada grupo, de acordo com a disponibilidade dos participantes. Os participantes desse projeto são preferencialmente participantes de outros projetos do Programa Institucional de Música da UFLA.

Área Temática: Cultura

Instituições Parceiras: Não há. Haverá uma parceria com o violinista Carlos Santana, egresso da UFLA e participante do Programa Institucional de Música.

Número Estimado de Participantes: 12

Locais de Realização: Centro de Cultura da UFLA

Data de Início: 23/02/2026

Data de Término: 12/12/2026

Justificativa: No desenvolvimento das habilidades musicais dos membros do Programa Institucional de Música, se encontra a necessidade de trabalhar em formações diferentes da formação de orquestra. Isso permite aos participantes praticar seu instrumento em contextos diferentes do que normalmente encontra nas peças de orquestra. A formação desses grupos também oferece mais oportunidades de trabalhar as habilidades de performance dos participantes. Além disso, ter grupos menores prontos para se apresentar também viabiliza mais a realização de eventos institucionais fora do Centro de Cultura, quando surge a demanda para estes eventos.

Caracterização dos Beneficiários: Os beneficiários são os membros da universidade e da comunidade de lavras e região que normalmente frequentam as atividades do Programa Institucional de Música, mas também as pessoas que os eventos institucionais fora do Centro de Cultura alcançam. Esse conjunto de beneficiários inclui pessoas de todas as faixas etárias, diferentes situações socioeconômicas, e regiões de lavras.

Objetivos: Trabalhar música em diferentes formações de câmara, explorar as possibilidades dessas formações, oferecer oportunidades de apresentações públicas em diferentes ambientes.

Metas: Realizar ensaios semanais e apresentações esporádicas ao longo da duração do projeto.

Fundamentação Teórica:

A Constituição Federal (BRASIL, 1988), em seu art. 6º reconhece a educação como um direito social. No art. 205 da Carta Magna é expresso que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE).
Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
A BNCC destaca dez competências gerais a serem desenvolvidas na educação básica, das quais cinco estão relacionadas à cultura. Neste sentido a terceira é a mais expressiva: “Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural”.
A importância do aprendizado da arte encontra defesa em Fischer (2015). Em seu ensaio, intitulado “A necessidade da arte”, esse autor afirma que ao longo da história da humanidade a arte desempenhou diferentes funções: hora possibilitou a humanidade a transformar a natureza e o mundo que o circuncida, hora cumpriu a função de “ajudar o homem a reconhecer e transformar a realidade social” (p. 19). Ainda assim, “a arte jamais é uma mera descrição clínica do real. Sua função concerne sempre ao homem total, capacita o ‘Eu’ a identificar-se com a vida de outros, capacita-o a incorporar a si aquilo que ele não é, mas tem possibilidade de ser” (p. 19). Nesse sentido, o autor destaca que “a arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo” (p. 20).
Compartilhando de uma visão semelhante, Fonterrada (2008) destaca que “o mais significativo na educação musical é que ela pode ser o espaço de inserção da arte na vida do ser humano, dando-lhe possibilidade de atingir outras dimensões de si mesmo e de ampliar e aprofundar seus modos de relação consigo próprio, com o outro e com o mundo” (p.117).
Embora a educação musical faça parte das competências previstas na Base Nacional Comum Curricular, Fonterrada (2008) aponta diversos desafios em sua concretização, como a inexistência nas escolas de salas, instrumentos musicais e materiais para a realização das aulas, a escassez de professores capacitados para a educação musical e a perda da tradição do fazer musical como elemento presente na escola e na comunidade de maneira geral. Frente a estes desafios a autora afirma que “caso se acredite no valor da música e da educação musical para o ser humano, e caso se compreenda que os costumeiros mecanismos de que se dispõem para a ação educativa não conseguem atender a demanda atual, será possível compartilhar da convicção de que as operações em rede são a única maneira disponível de responder às circunstâncias e atender às demandas da atualidade” (p. 349).
Entre as metodologias de educação musical, tem-se o Ensino Coletivo. Santos (2014, p.99) define o Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais “como uma metodologia específica (ou seja, uma prática para o ensino e aprendizagem da técnica e dos conhecimentos musicais utilizados na execução de um instrumento musical realizada em conjunto) em que todos os participantes envolvidos aprendem uns com os outros e com o professor, e se desenvolvem em grupo”.
Santos (2014, p. 104) afirma que por meio do ensino coletivo de instrumentos musicais busca-se: “(a) a formação musical inicial dos conceitos e dos conteúdos da educação musical; (b) a formação inicial da técnica instrumental; (c) uma educação musical humanística, através do processo permanente de construção individual e coletiva; (d) a democratização do acesso ao estudo de um instrumento musical e a educação musical de um modo geral; (e) a orientação vocacional e o encaminhamento para o ensino especializado e eventual profissionalização; (f) uma experiência musical como paradigma de experiência humana”.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 1988.
FISCHER, E. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: LTC. 2015. 254p.
FONTERRADA, M. T. de O. De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação. São Paulo: UNESP, 2008. 364p.
SANTOS, A. R. P dos. O ensino em grupo de instrumentos musicais: um estudo de caso múltiplo em Portugal e no Brasil. Tese de Doutoramento em Estudos da Criança (área de especialização em Educação Musical). Universidade do Minho, Instituto de Educação. 2014.

Metodologia: Estudo individual das partes e ensaios semanais em grupo.

Impactos na Formação Discente: Serão exercitadas as habilidades de trabalho em equipe, cooperação, escuta ativa, responsabilidade individual dentro de um grupo, organização do tempo, compromisso, compreensão de linguagem não verbal, atuação em situações de nervosismo. Ensaios de música de câmara são como um laboratório para trabalhar essas competências. Mesmo que o projeto não contribua diretamente para a formação acadêmica dos participantes, certamente contribui para a sua formação humana e profissional.

Relação Ensino, Pesquisa e Extensão: As apresentações feitas em grupos de câmara tem possibilidade de explorar outros compositores além dos que se vê no repertório da orquestra, e a maneira como os projetos são feitos no Programa Institucional de Música, ao se apresentar uma peça, também se traz um pouco a respeito da história e do impacto do compositor e da peça, para isso, é necessário o trabalho de pesquisa a respeito dos compositores, contexto histórico, importância, e também se passa essa informação adiante, tanto para os colegas dos outros projetos, quanto para o público que vier assistir a essas apresentações, essas apresentações também fecham esse tripé, ao levar à comunidade geral tudo isso, algo típico dos projetos de extensão.

Relação com a Sociedade e Impacto Social: Um dos objetivos do projeto é apresentar essas peças ao público dos eventos que são realizados pelo Programa Institucional de Música, e essas apresentações são feitas em diferentes localizações, isso ajuda a democratizar o acesso à música de câmara, que é algo raro na cidade. Ao trazer as informações a respeito dos compositores e das peças, também se faz um trabalho de educar o público sobre coisas que normalmente não se iria atrás de saber por conta própria, apesar da informação que se traz ao falar sobre esses compositores ser de fácil acesso com a internet, o mais comum é que o público só receba essas informações ao frequentar esses eventos. Tudo isso ajuda a fortalecer a ideia da universidade como um agente cultural, e não só acadêmico, o que beneficia a comunidade geral, a própria universidade e a quem participa não só desse, mas de todos os projetos do Programa Institucional de Música.

Resultados Esperados: Desenvolvimento técnico e musical dos participantes, ter os participantes mais confortáveis em situações de nervosismo como apresentações, levar os projetos do Programa Institucional de Música em locais diferentes, tornando mais pessoas cientes desses projetos.

Indicadores de Acompanhamento e Avaliação: Gravações, número de apresentações, número de pessoas atendidas, repertório.

Cronograma: Ensaios semanais de 23/02 a 28/11. Apresentações bimestrais no Centro de Cultura e esporádicas quando solicitado.

Descrição Resumida: Trabalhar música em diferentes formações de câmara, explorar as possibilidades dessas formações, oferecer oportunidades de trabalhar performance mais próxima da individual aos participantes.

Equipe:

Alunos de Graduação:

Nenhum


Docentes:

Nenhum


Técnicos Administrativos:

Nenhum


Alunos de Pós-Graduação:

Nenhum


Outros Usuários:

Nenhum

Dados de Renovação do Projeto

Renovações de Projetos:


Renovações associados ao Projeto
InícioTérminoData de Solicitação pelo CoordenadorData de Aprovação pela PROEEC
Nenhuma renovação do projeto de extensão foi cadastrada

Dados do Coordenador do Projeto

Coordenador do Projeto: DANIEL PAES DE BARROS PINTO

Setor: PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO, ESPORTE E CULTURA/PROEEC

E-mail Institucional: daniel.pinto[em]ufla.br

E-mail Alternativo: danielpbarros[em]gmail.com

Situação do Projeto

Situação de Aprovação: Registrado

Submetido pelo Coordenador do Projeto em: 04/02/2026 - 17:07:15

Aprovado pelo Conselho Departamental (Lavras) ou pelo Colegiado de Extensão (Paraíso) em: Nenhuma

Aprovado pelo Colegiado de Extensão (Lavras) ou pelo Diretor da UA (Paraíso) em: 09/02/2026 - 16:07:57

Histórico de Coordenação

Histórico de Coordenação:

  • DANIEL PAES DE BARROS PINTO: De 04/02/2026 em diante.

Histórico de Avaliações
Data/HoraDescrição
04/02/2026 - 17:07:32Projeto de Extensão enviado para a PROEEC para aprovação. (DANIEL PAES DE BARROS PINTO)
09/02/2026 - 16:07:57Projeto de Extensão foi aprovado pela PROEEC e registrado com sucesso. (CARLOS EDUARDO SILVA VOLPATO)
Autorização da Chefia

Link do Arquivo: E-mail de Universidade Federal de Lavras - Autorização para cadastro de projeto.pdf


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Créditos